sábado, 2 de junho de 2012

2demaiode2012

"é preciso partir,
é o preço do amor..."

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Reflexão com lágrimas e aperto no peito.

Não se escreve sobre praxe, sobre a saudade, a despedida, os momentos e os fados, quem quer saber, que reze para que Deus o escolha para presenciar, o que de mais nobre alguma vez vi.

sábado, 21 de abril de 2012

ziswasted V: (Não posso esquecer mais.)


"Onde é que aprendeste
O que é o infinito
Foi na contra-capa de um livro da Anita
Diz-me qual é
O teu perfume favorito
Pão-quente, terra molhada e mangerico."

Capicua

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Destinatário: "A" Francesa


 (...)
Não somos produto do tempo, somos feitas daquilo que a rua deu e viu nascer. Fizeram-nos de histórias, segredos, conversas, palavras, muitas palavras. Sorrimos que nem plantas no auge da Primavera, crescemos com discussões, com lágrimas, com feridas, da vida que muita luta nos deu. Os sonhos fizeram tardes, fizeram noites, fizeram-nos mulheres com alma, com sabedoria, com voz. As pessoas ofereceram-nos coragem, treino. E o terreno, manteve-nos sempre semeadas.
Conheces-me com todas as formas, despida de protecções e moralismos pobres, conheces-me a mente, o sarcasmo, a excitação. Conheces-me obscura, sonolenta, fria e má. E amas-me e amas-me em todas as lembranças, em todas as mensagens, em todas as piadas e parvoíces. Amas-me sem medos, sem distâncias, sem marcações e datas. Amas-me simples e condenadamente. Não te esqueces de como fui, como sou, nem como quero ser. Surpreendes-me nas alturas em que quase me corrompo, vens e mostras-me como jamais estarei a remar sozinha.
Quando me disseste que me te ias embora, o meu coração impeliu, fui perdendo a voz, fui me dissipando no fumo, no ar, no tempo. Vi-me a recuar, a recuar tão depressa, como o relógio anda, vi-me tão sozinha, tão perdida, tão sem rumo. Vi-te sorrir à minha frente, sem desapareceres, os teus olhos incharam e ficaste como em todos os dias da nossa vida, forte, tão forte, que tive vergonha de não ter a coragem que tu tens, de não ser esse inabalável ser humano que as saudades viu nascer, tão distante e tão junto como estamos. Tive certezas que seremos amigas para o resto da vida. Tive certezas de que sempre vou sentir  esta explosão dentro de mim quando me abraças veemente e os teus cabelos se confundem com os meus.
As memórias, as lembranças ficam comigo num sítio tão precioso que jamais alguém poderá descobrir, a tua voz será meu trilho traçado, tão camboleante, tão ousado, como tu és.
Pouco me lembro das vezes em que me escutaste feita complicada e difícil como só eu, pouco me lembro das inúmeras vezes em que me fizeste perder a cabeça de raiva, comigo ficam todas as nossas primeiras vezes: que usei saltos altos, que me apaixonei, que fui à praia à noite, que usaste saia, que choraste, que viajamos, que partilhamos , copos e outras que tais perdições. Comigo ficam os teus olhos pequenos, os teus caracóis grossos, essa tua beleza de que todos falam e só um possui, comigo fica a tua mão, o teu grito, a tua melodia. E tu? Tu levas não um pedaço de mim, levas-me por inteiro, levas-me contigo, estampada no peito, levas esta miúda-mulher, esta chorona, levas-me sempre e levar-me-ás vezes e vezes e vezes. Todos os dias, sempre que cabisbaixa demandares.
Nada disto é triste meu amor, os anos tornaram-nos mulheres honradas, de genica, de destreza; escolhemos a nossa vida e disso poucos se podem orgulhar, debuxamos objectivos e futuramos sonhos que um dia se cumprirão, sobre o nosso olhar confortante e meigo. Nenhuma destas palavras é enfadonha, todas elas transbordam verdade, inocência e amor. São o que sempre eu terei para te dar, de melhor e pior.
Vais fazer milhões e milhões de vezes falta, minutos e minutos. Mas sei que vais para um sítio pronto a receber-te. Começar a tua vida, ao lado de alguém que te ama como tu mereces ser amada. Vais lutar para sobreviver nesta sociedade morta. E por isso, sempre serás o primeiro nome que direi, quando falar em guerreiras. Sempre terás um refugio em mim. Sempre terás uma casa para visitar, na cidade que nos fez amigas. Farás sempre parte das minhas escolhas, lembranças e realidades. Para nós o futuro sempre foi muito pouco, por isso, eu hoje estou aqui.
Não somos um produto do tempo, porque o tempo começa e acaba histórias e a rua mantêm-las vivas.
Sabes como digo sempre: que para os amigos não existem agradecimentos e agora para nós jamais existirão despedidas.
(...)

Sempre nós, Renata Silva
15 dias do mês de Abril de 2011

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ziswasted IV:

"Deixei de olhar para o céu porque estou rodeado de estrelas"

DEAU




sábado, 14 de janeiro de 2012

ziswasted III:

"Enquanto mentes pobres,
lançam boatos podres,
orgulho-me de nos ver lutar por causas nobres."

Dealema

ziswasted II:

"O Mundo muda a cada gesto TEU"

Valete

ziswasted I:

"Pensem naquilo que foram, comparem com o que são"

Mundo Segundo


domingo, 16 de outubro de 2011

Destinatário: "As Naives"


(…)
Já não escrevo há muito, para que saibam, mas hoje o meu coração está embrulhado e embrulhado e só me apetece imaginar-vos nos vossos casulos idiossincráticos e não cessar.
Não procurei sítios com significado, onde em tempos fomos nós, felizes, quis um local quotidiano, onde conseguíssemos ver as pessoas passar, a vida correr, as memórias gritar, o calor a sufocar e esta rotina a contemplar-nos fazer deste, um quilómetro quadrado de história, onde momento nasce e morre connosco.
Dizer-vos o que sabem, mas com outras palavras é o meu desígnio.
Estou aqui tão vestida como nua perante vós, abro por segundos repentinos o meu coração, cantarolando sentidas e prometedoras palavras por um futuro, pelo menos mais tranquilo. Abro o meu coração tão rápido, como o fecho depois de tudo isto terminar, para vos dizer o que só a vocês compete escutar.
(…)
Dizem por aí que o caminho só se faz caminhando, eu digo que o caminho só se faz se nós, todas, caminharmos, não me cansarei de lutar por vós, até na minha última gota de suor, não vos darei como uma causa perdida, mesmo que vocês estejam perdidas, contem com o meu melhor, mas a minha presunção, legitimidade, agressividade e complexidade para vos tentar mostrar o que sou, o que penso, o que sinto, o que desejo, não faltará nunca. Conto com o vosso melhor ininterruptamente, mas o vosso pior também é apaixonante, verdade minhas caras, eu também acho delicioso, qualquer dos vossos defeitos, os dentes imperfeitos, o nariz maior que o habitual, as borbulhas na cara, o cabelo estragado, a rabugice, a impaciência, a displicência, a imaturidade, o cansaço, a demasiada energia, a liderança, o orgulho, a teimosia, são vocês tão nuas como eu agora estou.
(…)
Digo-vos isto, porque o nosso traje, sempre se confundiu com as nossas calças de ganga, sempre fizemos disto lágrimas, feridas, espetos sem flor, para que em raras as horas, o sorriso fosse tão eterno como nós, é isso que vale, é isso que eu lavarei comigo embora, em dia que vá e não volte, é isso que vocês tão senhoras do Mundo, como minhas, levarão nesse vosso casulo e é isso que o Porto gravará nos ventos que cantam por quem passa, história, onde quiçá nós não fomos protagonistas, mas nunca deixamos de ter palavra.
Disse há dias, que sei o que valho, mas sei ainda melhor o que vocês valem, o orgulho que tenho na minha capa, rompe-a com as vossa mãos, o orgulho que tenho na vossa ultrapassa qualquer palavra que eu posso dizer agora, distingo-as de olhos cerrados, nas noites em que uma folha dita o nosso caminho e uma fonte lava as nossas mágoas, a vossa capa, tal como a minha traz fado junto, traz saudade, nostalgia e vitórias, os nossos sapatos, o conforto de que este é o melhor sítio para estar com vocês, digamos o nós o contrário.
O choro corridinho que agora a minha cara vê correr, é a prova que eu não sou mais que a Renata que conheceram nos dias, em que a camisola azul fazia a magia dos nossos momentos, aquela Renata tão longínqua como profunda, que decifra cada traço das vossas mãos, sou cruel, tão cruel como muitas memórias que o Porto tornou sofredoras(…).
Duvidem sempre, questionem o porquê das minhas contrariedades, o porquê das minhas ridicularidades , mas nunca de tanto amor que carrego comigo no olhar, sempre que vocês passeiam perante mim.
Quero no vosso leito encontrar repouso, a protecção que só Valença me dá, quero no vosso olhar revelar segredos, aqueles que só nós detemos, quero na vossa mão encontrar a força, aquela que em noites sufocantes me acalma, quero na vossa palavra encontrar um conselho, aquele que quando sem rumo suplico que me guie, quero na vossa defesa ver o orgulho, aquele um dia suponho que possam sentir por mim.
Vou acabar, porque hoje o dia é de contentamento, o que nos trouxe aqui, demorou, como tudo, mas veio. Letras é a minha casa, CI é uma manta, que cobre e me enrola nos dias em que a chuva não pára de bater no vidro. O que vos dou hoje, foi muito bem pensado, mas não há dilema possível, nem teimas, nem injustiças que me façam partilhar isto com outras se não vós.
Aqui estamos e é daqui que vamos, responsáveis, mas muito, muito crianças e quem é que não está feliz?!
O meu beijo, o maior.
Sempre vossa, sempre Renata.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Destinatário: "OAZ"


Quero escrever-te tal e qual como o estou a fazer, com o teu nome na língua e cravado alma fora.
Dizer-te tudo o que até hoje em pouco tempo tornaste real.
Ensinaste-me a ser paciente, a aguardar pelos nossos beijos como quem espera por um mergulho no mar ao fim da tarde. Aprendi a ser resistente, porque quem deseja resiste ao socalco da vida. Cresci com o teu abraço protector que nas noites intensas deste nosso Verão que tu teimavas em exercitar. Saboreei a tua voz, penetrando no meu ouvido, como uma pena a acariciar a pele. Observei os teus pequenos olhos depois de me teres encarado e soube que poderíamos travar qualquer guerra juntos. Contemplei as tuas lições de vida que com experiência me enumeraste. Percebi que posso dar uma oportunidade ao meu coração, mas sobretudo a mim. Adormeci contigo por perto e acordei a querer-te ainda mais.
Sabias que o meu coração estava partido em pedacinhos e tiveste a bravura, o empenho e a coragem de o montar.
Todos os clichés residem em nós. A doçura do tão verdes que ainda somos. A dormência em que queremos estar. Os trocadilhos comuns que permutamos. E sobretudo o “quero muito ficar contigo”.
Quanto mais sei que ainda somos crianças, mais quero sê-lo.
Isto é: nem de perto, nem de longe tudo o que tenho para ti.

Sempre nossa, Espanha.
09 de Setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

queninguémvejaestepost. NEOPOP 2011.

Fumamos para cima de 50$ de droguice diários, bebemos para cima de 6 litros de alcool durante cada noite, uma fábrica de RedBull’s para cada um não chegava, um maço de tabaco individual a cada 12h, dá a barraca do festival só para nós, eu ainda tomei 4 Brufen’s e 2 Paracetamol’s porque sou claramente a mais sensível do grupo. Foram até este momento, os melhores 4 dias do ano. Não me lembro de em algum segundo ter descolado este sorriso, nem quando vos vi gregar, nem quando eu própria greguei. Adoro-nos a cada segundo mais, dispensamos os dramas e ficamos assim na conversa sobre aquilo que vale a pena e a escutar os melhores nomes da música. Adoro-nos a cada momento mais, todos juntos criamos um cliché de que “há três anos que é tradição, daqui a 10 é uma lenda, ninguém vai saber se aconteceu de verdade”, acho que estou a escrever ainda com moca. E não, isto não é uma vida levada de exageros, é saber só querer da vida todos os limites. O Panda faz a tradição, o Gustavo trouxe a Ju para a tradição, a Pop acompanhou-me com o JM, a Rita deu-se finalmente, o Puga fez o de sempre, a paixão, é desta, o Joni ofereceu-me a utopia de nada alucinógénica, o Fortuna e o pânico, o Urze, o Rifas, o Pepo, a Bianca, a Fiuza, o Sam, o Mota, o Brolho, o Naifas, o Merenda e o Elvis. BAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII BUSCARRRRRRRRRRRRRRRRRR.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Os meus melhores amigos e charutos.

Quando tu pensas que amas os teus amigos, eis que o relógio marca uma da manha, o carro estaciona-se na frente do estádio da cidade, faz-se um charuto e fuma-se com prazer, a conversa é sobre os melhores 4 dias do ano que se avizinham e a companhia são os teus dois melhores amigos, é aí que descobres que de dia para dia consegues amá-los mais e que isso nunca vai deixar de acontecer.

Ao Gu e ao Panda que não imaginam a existência deste blog, à Pipoca, à Doso e à Nita, ao Puga e ao JM, bem como ao Fortuna, Joni, e Rita e a todos aqueles que vão connosco para o NEOPOP, vocês são a ÚNICA razão pela qual eu tatuaria “Amigos” no corpo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

De: "Postcards from Severa"

Este blog está doente, sombrio e parece um quarto-escuro. Sem vida.

Hoje vai renascer, como tantas vezes acontece com ele.

Nunca chega a morrer, porque não consigo, inesplicavelmente, quebrar o elo que me mantém ligada aqui.

Por isso, das cinzas surge o “Postcards from Severa”.

Com orgulho.